O Rastro poderá utilizar ferramentas de inteligência artificial apenas de forma auxiliar, limitada e supervisionada, sem transferir a elas a responsabilidade editorial por seu trabalho jornalístico.
O veículo entende que sistemas de IA não substituem apuração, checagem, interpretação crítica, sensibilidade editorial, responsabilidade pública nem autoria humana. Por essa razão, seu uso é subordinado aos princípios de independência editorial, integridade jornalística, transparência e responsabilidade humana.
1. Uso de IA para auxílio em reportagens
Ferramentas de inteligência artificial poderão ser utilizadas em atividades técnicas e internas de apoio ao trabalho jornalístico, como transcrição, tradução, organização de informações, tratamento técnico de dados, apoio exploratório à pesquisa e outras tarefas instrumentais.
Esse uso não dispensa apuração própria, verificação independente nem revisão humana.
O Rastro não trata resultados produzidos por sistemas de IA como prova, evidência ou informação publicável em si mesmos.
2. Uso de IA na escrita de textos jornalísticos
O Rastro não utiliza inteligência artificial para escrever reportagens, investigações, análises, entrevistas, perfis, críticas ou outros textos jornalísticos publicados em seu site.
Ferramentas de IA também não são utilizadas para redigir, de forma autônoma, conclusões editoriais, interpretações jornalísticas ou tomadas de posição institucionais do veículo.
A autoria, a edição e a responsabilidade pelos textos publicados são sempre humanas.
3. Uso de IA como fonte de informação
O Rastro não considera sistemas de IA generativa fonte primária de informação.
Informações, sugestões, sínteses ou respostas produzidas por essas ferramentas não serão publicadas sem verificação por procedimentos jornalísticos adequados, consulta a fontes identificáveis e checagem independente.
O veículo não delega a sistemas de IA a definição de fatos, a validação de dados, a atribuição de contexto ou a formulação de conclusões jornalísticas.
4. Uso de IA em imagens e vídeos
O Rastro adotará critério restritivo no uso de ferramentas de IA para imagens e vídeos.
O veículo não utilizará imagens geradas por IA que possam ser confundidas com fotografias documentais, nem imagens que simulem acontecimentos reais de forma potencialmente enganosa.
Também não utilizará imagens geradas por IA para representar pessoas reais, situações factuais ou cenas jornalísticas, salvo em hipóteses excepcionais, devidamente justificadas e claramente sinalizadas ao público.
Caso ferramentas de IA venham a ser utilizadas em peças visuais, ilustrações, animações, vídeos-resumo ou outros produtos audiovisuais, o Rastro buscará deixar sua natureza explícita ao público sempre que isso for relevante para a correta compreensão do conteúdo.
Todo produto visual elaborado com apoio de IA deverá passar por revisão e decisão humanas antes de eventual publicação.
5. Uso de IA em áudio
Ferramentas de IA poderão ser usadas de forma restrita em processos técnicos ligados a áudio, como transcrição, tradução, acessibilidade ou apoio à adaptação de conteúdos, desde que haja supervisão humana.
O Rastro não utilizará vozes sintéticas, clonagem de voz ou simulações sonoras de pessoas reais sem critério editorial claro, base legítima e avaliação cuidadosa de riscos éticos e informativos.
Sempre que o uso de IA em áudio tiver relevância material para a compreensão do conteúdo publicado, isso poderá ser informado ao público de forma transparente.
6. Uso de IA em redes sociais e materiais de divulgação
O Rastro poderá utilizar ferramentas de IA em tarefas auxiliares relacionadas à circulação de conteúdo, como organização de chamadas, apoio à síntese de informações já apuradas e produção preliminar de peças de divulgação.
Esses usos não substituem revisão, edição e responsabilidade humanas.
O veículo não utilizará IA para fabricar conteúdo enganoso, manipular artificialmente a percepção do público sobre fatos ou simular cobertura jornalística inexistente.
7. Transparência com o público
Quando o uso de inteligência artificial tiver relevância concreta para a compreensão de uma reportagem, metodologia, produto editorial ou peça multimídia, o Rastro poderá informar isso ao público de maneira clara.
O objetivo dessa transparência é permitir que o leitor compreenda de que modo a ferramenta foi utilizada e quais limites orientaram seu uso.
8. Limites e riscos
O Rastro reconhece que ferramentas de IA podem reproduzir erros factuais, vieses, omissões, distorções, estereótipos, opacidades e formas de falsa autoridade incompatíveis com a prática jornalística.
Por essa razão, seu uso será sempre limitado por revisão humana, avaliação crítica e responsabilidade editorial.
Nenhuma ferramenta de IA pode ser responsabilizada por conteúdo publicado pelo veículo. A responsabilidade pelo que o Rastro publica é sempre de sua equipe.
9. Atualização desta política
Esta política poderá ser revista e atualizada sempre que houver mudança relevante nos processos do veículo, no uso dessas ferramentas ou no entendimento editorial do Rastro sobre o tema.
